Há uns dias (ou há umas semanas, não sei, o tempo agora baralha-se na minha cabeça) terminei o meu primeiro bordado. Até nem ficou mal (se olharmos ao longe e com os olhos semicerrados). Eu já avisei as pessoas das minhas relações para virem em meu auxílio caso me dê para fazer pão. Há limites.
Hoje fiquei extremamente desagradada porque a reunião que tinha no zoom não se realizou. É que eu tinha lavado o cabelo. Um desperdício de água. Mas fui recompensada não com uma, mas com três reuniões no zoom esta semana. Daquelas em uma pessoa precisa de fazer o buço.
Eu até queria fazer as sobrancelhas, mas não encontro a pinça (muito cuidado a escrever esta palavra) boa e a outra não tira tão bem e aleija. De modos que estou quase a tornar-me na Frida Khalo, mas acho que não me importo.
Na sexta-feira recebi a minha tão ansiada encomenda de roupa. Fatos de treino, peúgas e cuecas. Dá para fazer looks do dia brutais. Mas e o difícil que é encontrar cuecas que não sejam de enfiar no cu? Alguém deveria estudar o caso. Melhor: deveriam estudar a existência de tais cuecas.
Tenho uma pilha de loiça a olhar para mim há vários dias, mas continuo a ignorá-la. Quando me canso de olhar para ela fecho a porta da cozinha e pronto. Aliás, esta casa precisava de uma esfregadela valente e eu de despachar 80% das tralhas. A minha televisão não sobreviveu a 2020. Ainda ali está num saco do IKEA no meio do corredor (juntamente com um termo-ventilador que avariou há uns anos e que estava guardado na despensa) à espera que eu me digne a levá-la para o eletrão.
Apetecia-me comer um hambúrguer do McDonald's. Mas vou ficar-me pela sopa de espinafre (já não posso com a porra da sopa, parece que dura há um mês) e talvez faça um bolo de chocolate de caneca. Podemos estar num novo normal, mas hoje é segunda e há coisas que não mudam.
*Mas que continua a usar o humor como escape e como forma de defesa. Pelo menos na minha cabeça eu tenho piada, não me estraguem a ilusão.
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